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O principal destaque para este início de ano em Mato Grosso é a velocidade das negociações da soja e de insumos para a safra 20/21, informa o IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) no segundo boletim de janeiro, divulgado ontem à tarde.   Até o momento, cerca de 33% dos insumos e 4,9% da produção total esperada de soja para o próximo ano já estão negociados pelo produtor.

“Um dos principais fatores para isso é a atual relação de troca entre o grão e alguns fertilizantes para a safra 20/21. Para se ter uma ideia, o sojicultor mato-grossense está pagando o equivalente a 21 sacas de soja para adquirir uma tonelada do fertilizante 00.18.18 para a próxima safra, valor 11,1% menor que o do início do ano passado, quando começaram as negociações para a safra 19/20”, acrescenta o instituto.

“Além disso, o avanço da peste suína no mundo e o acordo EUA x China trazem incertezas quanto aos preços da soja no Brasil na próxima temporada e vem impactando na tomada de decisão do produtor em acelerar a comercialização e garantir o custo de seus insumos para a safra futura”, conclui.

O preço da soja disponível finalizou a última semana cotado a R$ 73,42/saca em Mato Grosso, queda de 2,80% em relação à semana anterior. Além da queda na bolsa de Chicago, os prêmios portuários influenciaram.