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A Organização Mundial da Saúde (OMS) modificou nesta quinta-feira (09) o site de informações sobre a covid-19 para admitir a possibilidade de transmissão aérea do novo coronavírus, principalmente em ambientes fechados e em determinadas circunstâncias.

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"Tem havido surtos de covid-19 em certos lugares fechados, como restaurantes, boates, locais de oração ou áreas de trabalho onde as pessoas gritavam, falavam ou cantavam", onde a transmissão por via aérea "não pode ser descartada", destaca o comunicado.

O portal acrescenta que este tipo de contágio pode ter ocorrido em ambientes mal ventilados, onde pessoas com coronavírus puderam passar um longo período de tempo com outras pessoas.

A OMS acrescenta que são necessários mais estudos "urgentes" para investigar este tipo de transmissão, embora ressalte que por agora a principal via de transmissão comprovada é através do contato com pequenas gotas expelidas por pessoas infectadas quando estas tossem ou espirram.

"A transmissão por gotículas respiratórias pode ocorrer quando uma pessoa está próxima (cerca de 1 metro) de uma pessoa infectada com sintomas como tosse ou espirro ou que esteja falando ou cantando. Nessas circunstâncias, gotículas que podem conter o vírus podem atingir a boca, nariz ou olhos de uma pessoa suscetível e resultar numa infecção", diz o documento da OMS.

Esta transmissão também seria possível se estas gotículas permanecessem em determinadas superfícies (móveis, maçanetas, grades), passassem pelo contato com outras pessoas e tocassem os olhos, nariz ou boca.

Alerta de especialistas

Na terça-feira passada, os especialistas da OMS anteciparam em entrevista coletiva que não descartavam uma possível transmissão aérea do vírus (que o tornaria muito mais contagioso) sob certas condições, em resposta aos pedidos de mais de 200 cientistas para que esta possível via de infecção seja investigada.

O jornal The New York Times publicou na segunda-feira uma carta aberta na qual 239 cientistas exigiam que a OMS levasse mais a sério a hipótese de transmissão por via aérea do coronavírus SARS-CoV-2 e enfatizavam que os padrões de distanciamento social da Covid-19 eram insuficientes.