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Juara(MT), Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 23:32
10/01/2021 as 18:08 | Por Jornalcontabil.com.br | 46
O que acontece quando faço um acordo com o banco e não consigo pagar?
Este cadastro é vigente por 5 anos, a contar da entrada do nome no cadastro.
Fotografo: jornalcontabil.com.br
Foto meramente ilistrativa

Fiz um acordo com o banco e não consigo pagar, e agora? Embora seja um ato não indicado, o atraso do pagamento da dívida renegociada é algo mais comum do que se imagina.

Entretanto, o número de brasileiros na inadimplência é alarmante e essa ação pode trazer consequências tão prejudiciais quanto estar endividado.

Quebrar um acordo é uma coisa séria e deve ser resolvido com urgência, considerando que o devedor pode perder todos os benefícios obtidos na renegociação.

Por exemplo, o abatimento de juros, o que torna a dívida original ainda maior, e seu nome pode reaparecer em cadastros de inadimplência como Serasa e Boa Vista.

O que acontece quando faço um acordo com o banco e não consigo pagar?

Se você fez um acordo com o banco e não conseguiu pagar, as consequências podem ser severas.

Além de ter o nome inscrito no cadastro de inadimplência, você pode:

Sofrer cobranças;

Perder bens que possua para pagar a dívida;

Ter dinheiro em conta penhorado;

Perder negociação com abatimento de juros e multas, e enfrentar dificuldades para conseguir outra renegociação com melhores condições.

O credor pode inscrever o nome do devedor no cadastro de inadimplentes assim que a dívida não for paga.

Este cadastro é vigente por 5 anos, a contar da entrada do nome no cadastro.

Porém, se a dívida for renegociada e não paga novamente, o nome poderá ir para o cadastro de inadimplentes por mais 5 anos.

Por outro lado, o devedor não pode ser preso por causa de dívida, sofrer cobranças vexatórias, nem perder o único imóvel de família para pagar dívidas.

Imóveis só podem ser penhorados para pagar uma dívida caso ela seja relativa ao próprio imóvel, como IPTU, condomínio ou financiamento.

Para sair dessa situação, o devedor pode procurar o Procon de sua cidade.

Por exemplo, em São Paulo, há um núcleo de ajuda aos “super endividados“.

As centrais de proteção ao crédito também oferecem ajuda para renegociar dívidas, como o Serasa Experian e o Serviço Central de Proteção ao Crédito.

Outra opção para resolver o problema de quem fez um acordo com o banco e não pagou a dívida é buscar um advogado de sua confiança.

Fiz um acordo com o banco e não consigo mais pagar: Entenda como fazer a renegociação!

Se você fez um acordo com o banco e não consegue mais pagar, mas precisa resolver o problema, basta seguir os passos listados abaixo para obter uma boa renegociação com a instituição financeira:

1) Faça cálculos realistas

Não adianta chegar à mesa de negociação do banco e aceitar uma proposta ao qual você não terá condições de pagar.

Portanto, o primeiro passo é analisar sua receita líquida do mês, descontar impostos e benefícios e subtrair despesas básicas, como moradia e saúde.

Após esse cálculo, o consumidor deve cortar os gastos supérfluos.

O resultado desse cálculo é o que deve ser proposto como pagamento mensal da dívida.

Além disso, durante as negociações, seja por telefone, internet ou presencialmente, sempre anote o nome, protocolo de atendimento e o que foi acordado na conversa.

Essas informações podem ser muito úteis caso haja algum problema futuro.

2) Analise o contrato

Antes de renegociar a dívida, verifique se o contrato do financiamento não contém irregularidades, seja porque provoca prejuízos consideráveis ou cobra taxas a mais.

Caso haja alguma irregularidade, o consumidor deve denunciá-la aos órgãos de defesa do consumidor e ao Banco Central, e usar isso como base para buscar um acordo com o banco.

Dessa forma, será possível melhorar as condições de pagamento da dívida.

3) Pesquise as condições oferecidas por outros bancos

A dívida pode ser transferida para outra instituição financeira que ofereça melhores condições de pagamento.

Por isso, ao estudar taxas de juros, prazos e benefícios oferecidos por outras instituições, os clientes podem pressionar seus bancos a oferecer condições semelhantes.

Se o acordo não for alcançado, o consumidor deve considerar a transferência da dívida para outra instituição financeira.

Alguns bancos não exigem abertura de conta corrente nesse caso.

4) Proponha soluções durante a conversa

É necessário participar ativamente do acordo.

Porém, para isso, é necessário fazer sugestões razoáveis.

Por exemplo, caso o consumidor tenha contratado um financiamento de veículo em 48 parcelas, com juros de 1,2%, e em apenas três meses de pagamento atrasar a parcela, a instituição financeira dificilmente reduzirá os juros do contrato.

Nesse caso, é melhor renegociar tarifas extras, como seguros, por exemplo.

Por outro lado, no caso do financiamento de veículos e outros bens, os juros geralmente só podem ser negociados quando o período de inadimplência ultrapassa três meses.

Após esse período, o banco pode passar a cobrar juros de mora, o que aumentará a taxa de juros estipulada em contrato.

Entretanto, caso a dívida seja no cartão de crédito, a situação muda.

Os juros cobrados no cartão, em média de 10,5% ao mês, podem ser considerados abusivos.

Portanto, no momento em que o consumidor verificar que não conseguirá pagar a fatura do cartão, é necessário pedir imediatamente a suspensão de cobrança de juros futuros e renegociar o débito o quanto antes.

Aproveite para apresentar as simulações de crédito que realizou em outros agentes financeiros para negociar uma proposta igual ou inferior.

Muitas vezes, o banco irá optar por reduzir os juros da dívida para não perder o cliente para a concorrência.

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5) Analise a contraproposta do banco

Antes de aceitar a proposta oferecida pela instituição financeira, no calor da negociação, peça um tempo para refletir sobre as condições do acordo.

 




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