Fotografo: Divulgação
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JC Torraca

Quem rouba unido...

Investigações da Polícia Federal na chamada operação Fazendas de Lama, que nada mais é que a segunda etapa Lama Asfáltica, onde é apurado o desvio de recursos públicos em obras executadas em Mato Grosso do Sul, apontam que os meliantes do poder, além de cara de pau, são criativos, á géis e dinâmicos. A ponto de rivais nos negócios se unirem para sugar os cofres públicos. Roubam juntos e dividem o que roubaram do povo.

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...um dia será vencido

Conforme foi apurado pela Polícia Federal, empreiteiras concorrentes resolveram assumir obras públicas em conjunto, para, juntas, tramar e desviar os recursos. Aconteceu na obra de revitalização da avenida Duque de Caxias, na região do Aeroporto Internacional de Campo Grande. Para variar, o empreiteiro dono da Proteco, João Amorim, hoje preso, estava por trás de tudo.

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Abusados

O investimento milionário na transformação da importante via da Capital chamou a atenção dos malfeitores do serviço público. As maracutaias foram tanto que despertaram também a atenção dos agentes da operação Lama Asfáltica. Empreiteira que venceu a licitação abriu mão para outra e, assim, começou o golpe para surrupiar parte dos R$ 12 milhões previstos para a obra.

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Capim gordura

Relatório da Controladoria-Geral da União também revela detalhes do esquema que os investigados pela operação Lama Asfáltica tramaram para receber por serviços não executados em Mato Grosso do Sul. Além do superfaturamento de obras, tiveram a brilhante ideia de plantar capim ao longo de três rodovias como se fosse grama. Um "serviço" que quase ninguém nota quando passa por uma rodovia.

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Capinzal

Segundo consta, os contratos das estradas previam plantação de grama às margens das rodovias investigadas. Só esse serviço representava entre 15% e 20% do total da obra. Mas, na prática, isso não acontecia. Na MS-040, por exemplo, não tem um centímetro de grama, só capim. Emdois trechos analisados, a CGU calcula prejuízo aos cofres públicos em R$ 3 milhões em cada um. A Proteco, de João Amorim, foi contratada para fazer dez trechos das vias.

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Azedinha

No ano passado, a vereadora Luiza Ribeiro, do PPS de Campo Grande, entrou com processo de retratação por danos morais contra o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e ontem ocorreu uma audiência de conciliação na 3ª Vara Civil de Campo Grande. A ação foi motivada pelo fato de, segundo a vereadora, o ex-governador tê-la chamado de "azedinha" em uma solenidade no ano de 2014. Luiz considerou a expressão "desprestigiadora". O julgamento ficou para o dia 9 de setembro.

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Ética

O senador Telmário Mota (PDT-RR) fez ontem uma representação, assinada pelo seu partido, contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR). A representação é baseada na conversa entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgada pela Folha de S. Paulo, em Jucá e Machado discutiam formas de tentar frear a "sangria" provocada pela Operação Lava Jato e consideravam que a entrada de Michel Temer interinamente na Presidência da República, associada a um "pacto" com ministros do Supremo Tribunal Federal, poderia ser uma saída.

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‘Garrando’ nojo

O deputado estadual Zé Teixeira foi direto, ontem na Assembleia Legislativa, ao participar de discussões em torno da saída do senador Romero Jucá do Ministério do Planejamento. Segundo o parlamentar douradense, "a classe política está enojando o povo, independentemente de partidos, e defender o indefensável é muito difícil...".

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Dois pesos...

A fala de Teixeira se deu em aparta ao deputado Amarildo Cruz, do PT, que voltou a chamar o governo interino de Michel Temer de "golpista" e fez críticas as medidas que vêm sendo anunciadas pelo Palácio do Planalto. Para ele, o senador Jucá deveria receber o mesmo tratamento que o então senador Delcídio do Amaral recebeu. Para ele, há dois pesos e duas medidas no tratamento dos políticos.

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