Fotografo: Reprodução/portaldoarinos
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foto meramente ilustrativa

O casal que não teve o nome revelado pelas autoridades policiais de Sorriso coordenado pelo delegado de Polícia Civil, Nilson Farias, de Sorriso confirmou que o homem e a mulher, presos em Ipiranga do Norte acusados de abusar sexualmente da filha adotiva de 14 anos.

Eles foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil em Sorriso onde ocorreu o pedido de prisão preventiva.

Segundo o delegado Farias, os abusos teriam começado quando a menina tinha 6 anos. O delegado informou que está sendo apurado se o casal obrigava a adolescente a praticar sexo com os dois.

“Nós iniciamos a investigação através da delegacia da Mulher. Foram feitas diversas diligências e ouvidas diversas pessoas. A menina começou a apresentar comportamento diferente na escola. O Conselho Tutelar compareceu na delegacia, apresentou a menina e nós fizemos entrevista com ela. A princípio negava a pratica dos atos, porém, sentimos ela muito pressionada, mesmo assim negou. Ela tinha comportamentos estranhos cortava pulso, coisas que já demonstra que algo não vai bem. O conselho afastou ela do convívio dos pais e ela foi viver com o pai biológico. Ela foi à delegacia e disse que era verdade sim e sofria violência”, explica o delegado.

Segundo a menina disse que a mãe participava dos atos “às vezes o pai praticava o ato sexual com essa menor e mãe se masturbava vendo os dois tendo relação e em outras vezes tinham contato também. Sempre eles tentavam denegrir esta menina durante as investigações. Ela era sempre colocada em uma situação que eles estavam fazendo algo de positivo para ela e que ela não valeria nada, mas que tinha que se submeter aquilo para ter o amor desses pais. Assim que tivemos indícios bem claros nós representamos pela prisão”, descreve.

Durante as investigações que apurou os supostos abusos sexuais, os investigadores descobriram que o pai, há 20 anos, violentou o próprio irmão, quando era criança. “O irmão do suspeito apareceu aqui e nos trouxe elemento que já nós serviu de muita convicção. Essa situação só parou quando o irmão chegou em uma idade e começou a entender o que estava ocorrendo. Esse irmão tem muita raiva dele, tem muita indignação, fala de forma muito irada que até que enfim após 30 anos o irmão está sendo preso e vai pagar. Entretanto, com esse irmão o crime já se prescreveu”.

O delegado de Polícia Judicia Civil, Dr. Albertino Felix de Brito disse a nossa reportagem que a delegacia de Tabaporã colaborou com o caso e enviou todas as provas colhidas nos autos, uma vez que o caso ocorreu no Vale do Arinos.

Foram enviadas todas as provas suficientes para a delegacia de Sorriso que efetuou a prisão dos estupradores, o qual o delegado de Polícia Judicia Civil, Dr. Albertino Felix de Brito classificou como uma ação em conjunta.

Além disso, foi dada toda a assistência a vítima em Tabaporã  onde ocorreu o caso e de imediato colhida as provas com o apoio do conselho tutelar de Tabaporã.

Para o delegado, a Polícia civil de Tabaporã atua diariamente  em favor da sociedade.