Fotografo: Agencia Brasil
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Foto do ato

O número de mortes nos confrontos de ontem entre policiais e militares e um grupo de manifestantes pró-Evo Morales em El Alto, a segunda maior cidade da Bolívia, subiu para seis, informou a Defensoria do Povo do país nesta quarta-feira (20).

Os confrontos aconteceram quando um esquadrão das forças de segurança tentava desbloquear uma planta de distribuição de combustíveis, onde acontecia um protesto para pedir o retorno de Morales à Bolívia - está asilado no México - e para que a presidente interina, Jeanine Añez, renuncie.

Os manifestantes impediam a saída de caminhões tanque que abasteceriam postos da capital, La Paz.

A Defensoria do Povo informou em seu site que quatro mortos não foram identificados, e que os outros dois são homens de 31 e 38 anos, todos supostamente manifestantes.

Nos confrontos foram usados bombas de gás lacrimogêneo, explosivos e pedras, e segundo a Defensoria há suspeita de que houve disparos com armas de fogo.

Em redes sociais foram mostradas imagens de manifestantes derrubando um muro da refinaria e lançando explosivos, o que alertou as autoridades sobre o risco de destruição da refinaria. Também foram divulgadas imagens de vários feridos, aparentemente atingidos por tiros.

A reação dos manifestantes à chegada das forças de segurança para liberar a refinaria e garantir a saída de caminhões foi descrita como ato de "terrorismo" pelo ministro interino da Defesa, Fernando López.