Fotografo: Divulgação
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JC Torraca

Incansáveis

Os prováveis adversários da vereadora Delia Razuk (PR) – ou alguém que torce por eles - na corrida sucessória não se cansam de conjecturar a respeito de uma eventual mudança no quadro que possa tirá-la da disputa pela prefeitura de Dourados. Dia sim, e outro também, especulam alguma mexida mirabolante que possa interromper a pré-candidatura que, até aqui, segunda ela própria, "vai muito bem, obrigada!"

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Ideias

Desde que Delia afirmou em entrevistas estar firme no propósito de disputar a sucessão de Murilo Zauith (PSB) foram inúmeras as especulações. Começaram com uma improvável ida dela para uma secretaria no governo tucano de Reinaldo Azambuja, falaram em restrições financeiras para a disputa e, com maior intensidade, insistem na especulação de que ela pode assumir uma vaga na Assembleia Legislativa ainda neste semestre e desistir da disputa municipal.

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Resposta

A todos que comentam com a vereadora sobre as especulações, ela responde com sorriso de indignação e reafirma que nada irá demovê-la da ideia de disputar a prefeitura de Dourados nas eleições de outubro. Na eventualidade de virar deputada, por qualquer circunstância, a candidatura a prefeita estará mantida, assegura.

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Lista

Hoje, além de Delia Razuk, desfilam como pré-candidatos com potencial para a disputa o deputado federal Geraldo Resende (PSDB) e o deputado estadual Renato Câmara (PMDB). Correm por fora, o comerciante Wanderley Carneiro (PP) e o vereador Marcelo Mourão (PRP)

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Esqueceu

Aliás, no fim de semana, pessoas ligadas a Wanderley Carneiro reclamaram muito o fato de, em entrevista a uma emissora da cidade, o deputado Geraldo Resende, ao comentar sobre a sucessão municipal não ter citado o nome do pepista entre os concorrentes.

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Troco

Ressentido com o ocorrido, Wanderley disse estranhar muito o fato de Geraldo citar todas as pré-candidaturas e ignorar a sua, "já que ele próprio já veio até minha pessoa pedindo que eu desistisse e o apoiasse". Para o progressista, Geraldo deve estar "muito preocupado com Brasília e em dar sustentação aos futuros governos e acomodações de Michel Temer e Eduardo Cunha".

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Capital

Em Campo Grande, o diretório regional do PMDB faz reunião hoje para discutir as eleições municipais. Na pauta, buscar solução para o ‘fato novo’, já que os dois pré-candidatos do partido à sucessão municipal, o senador Waldemir Moka e o deputado federal Carlos Marun, vivem a expectativa de serem chamados para comporem eventual governo de Michel Temer caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada ao final do processo de impeachment que enfrenta, agora no Senado.

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Pelo interior

O presidente estadual do PMDB, deputado Júnior Mochi, deve anunciar, depois da reunião de hoje, um diagnóstico do PMDB em todos os municípios. Ele trabalha com a ideia de que a legenda tem condições de sair com candidatura própria em 45 ou 50 municípios do Estado.

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Definidos

O PMDB tem como definida a pré-candidatura de Renato Câmara em Dourados e, como certa a eleição em Maracaju, Rio Brilhante e Naviraí. Em cidades importantes como Ponta Porã, Corumbá e Três Lagoas, nomes ainda estão em discussão e devem ser definidos nos próximos dias.

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Impeachment

O plenário do Senado elege hoje à tarde os 21 membros titulares e 21 suplentes da comissão especial que analisará as acusações contra a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment. O PMDB, por ter mais senadores, terá 5 integrantes. Os blocos do PSDB e do PT terão 4 cada um. Os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet, ambos do PMDB de Mato Grosso do Sul, fazem parte do colegiado.

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Polêmica

A eleição ocorre, porém, em meio à polêmica sobre quem deverá assumir a relatoria. O PMDB indicou o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), para a presidência da comissão, cujo nome foi bem aceito por oposição e governo. O PSDB quer indicar o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria. Já o PT entende que a relatoria não pode ficar nem com PT nem com PSDB.

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Relatório

O relator é quem fica responsável por elaborar parecer pela admissibilidade ou não do processo. Se for instaurado o procedimento de impeachment, Dilma terá que se afastar da Presidência por 180 dias. Também cabe ao relator elaborar parecer final sobre o mérito das acusações, recomendando ou não a cassação do mandato.

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Instalação

A expectativa é de que a instalação da comissão especial, com eleição do presidente e relator, ocorra ainda nesta segunda. A partir desse momento, o relator terá dez dias úteis para elaborar um parecer pela admissibilidade ou não do processo de impeachment. O relatório é votado na comissão e depois submetido ao plenário. A oposição quer concluir a votação no plenário entre os dias 11 e 15 de maio.

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Números

Para que Dilma seja afastada por até 180 dias, basta o voto da maioria -- 41 dos 81 senadores. Se isso ocorrer, inicia-se a fase de coleta de provas, o presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski assumirá a condução do processo e Dilma terá direito de apresentar defesa. Para cassar o mandato da presidente, o quórum exigido é maior -- dois terços, ou 54 dos 81 senadores.

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